
Quarta - 03/03/2010
Les Responsábles
Convidados: Bárbara Eugênia, Felipe Maia, Demétrius Caravalho
Entrada $20 / Lista $10
Porta 23h / Show 1h
DJ Rassif
A banda surgiu em 2006. Obra do vocalista parisiense
Erwan Portier, que abandonou a Cidade Luz para fazer um doutorado na área de sociologia em Porto
Alegre. Lá, Portier conheceu Felipe Faraco (baixo) Pedro Pastoriz (guitarra) e Luciano bolobang (bateria).
Juntos, construíram uma ponte sonora entre o Rio Grande e o Rio Sena. Por ela, trafegam inebriados, entre
cigarrilhas, cervejas e destilados, ecos de Tom Waits e John Zorn. Mas o caleidoscópio de influências e
referências de Le Vaporisation vai além. Instiga mais que elucida. Duvida? Ouça Mirza. Tem pegada
clássica, mas pode soar tão alternativo como o Creedence tocando Pixies. Há ainda Swamp rock com
quebradas de jazz. E em La fille du père noël, o grupo incorpora um rápido The Doors. Vivo como era,
certamente seria o tipo de som que Jim Morrison estaria fazendo se continuasse a temporada parisiense.

Calejada em apresentações pelo sul maravilha, os Responsables repetiram o sucesso em shows em São
Paulo. E começaram a aparecer na grande mídia em 2008, tendo sido alvo de uma reportagem da Rolling
Stone. O próximo passo foi emplacar músicas na primeira e segunda temporadas da série 9mm, exibida no
Brasil pela Fox. Enfim, gravaram o primeiro video-clipe Te Revoir, assumindo a estética trash, o videoclipe
ganha um ar cômico que satiriza os clichês do cinema sem menosprezá-los.
Le Vaporisation acerta o alvo ao trazer música atual tocada à moda antiga. Pottier atualiza a massa,
mostrando que a música francesa não se restringe a Piaf, Aznavour, Françoise Hardy e Daft Punk. De
quebra, a banda reintroduz (opa!) Gainsbourg, Dutronc e Nino Ferrer para os iniciados. Ou, se preferir,
apresenta e atualiza os bardos para a patuléia viciada em Guitar Hero. Mas atenção: os labirintos nas
tramas de cordas aqui são reais. Junte-se isto a versos de inconformismo urdidos em canções de amor.
Espasmos urgentes e dilacerantes de quem descobriu há tempos que a vida não tem Crtl Z. Ouça,
comprove e comova-se.



